Transformar
o novo celular da Google, o Android, que deverá chegar às lojas nos
Estados Unidos antes do Natal, em um computador capaz de oferecer um
mix de serviços, composto de acordo com o desejo de cada usuário. Esse
é o objetivo da pesquisa de Sérgio Crespo, do Programa de Pós-Graduação
em Computação Aplicada da Unisinos, no Rio Grande do Sul.
Há um ano, uma equipe de alunos de graduação e mestrado liderada por
ele desenvolve um software que adiciona uma camada ao Android, a
Interface de Programação de Aplicativos (API) adotada pela Google para
o celular.
A Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) criada pelo grupo da
Unisinos permitirá aos usuários fazer uma composição dos mais variados
serviços, como, por exemplo, monitorar diariamente um determinado vôo,
saber a condição climática para uma localidade ou receber mensagens
quando certa loja entrar em promoção.
"Nosso projeto, permitirá que qualquer usuário instale os serviços
desejados. Nossa infra-estrutura trará vários benefícios não previstos
pela própria Google, tornando o celular num prestador de serviços",
destaca Crespo. O time trabalha com três focos distintos: linguagem de
composição, a máquina que executa a composição remotamente e o impacto
da composição no celular.
Este último ocorre em razão da previsão de o celular ser usado
também como um provedor de informações e serviços para outros
aparelhos. "Alguém da minha lista de contatos poderá acionar meu
celular para utilizar os serviços que disponho. Queremos saber qual o
efeito disso na resposta dos aparelhos", complementa o professor Sérgio
Crespo.
A equipe executa tal pesquisa em razão de a Google ter deixado os
software abertos, permitindo a interessados ao redor do mundo acessar
ferramentas para criar recursos adicionais, sugerir melhorias e reparo
de erros. O aparelho, que será produzido pela High Tech Computer (HTC),
irá rivalizar com o iPhone, da Apple, e com outros celulares da RIM, da
Palm, da Microsoft e da Nokia.
Fonte: Convergência Digital