Uma das carreiras mais promissoras no mercado de tecnologia da informação (TI) no País é a de desenvolvedor Java.
Desde que a linguagem de programação ganhou força, com a explosão da
internet, em 2000, a oferta de vagas vem crescendo ano após ano.
Ávidas por especialistas na tecnologia, muitas empresas têm
enfrentado dificuldade em encontrar gente qualificada, embora estima-se
que no Brasil existam mais de 70 mil profissionais. “O problema é que o
volume de profissionais disponíveis no mercado é bem menor do que a
demanda”, explica o gerente da divisão de tecnologia da empresa de
recrutamento Michael Page, Ricardo Basaglia. “A área de desenvolvimento
em Java se mantém aquecida, mesmo diante da crise”.
Com salários
que vão de três mil reais a seis mil reais, esses profissionais são
valorizados pela indústria de TI e por consultorias. Muitos, inclusive,
acabam bastante assediados pela concorrência que enfrenta essa falta de
talentos. É o caso do arquiteto em Java, Daniel Quirino, 26 anos, que
atua na empresa de serviços Tata Consultancy Services (TCS), braço
de TI do grupo indiano Tata.
Logo que saiu da faculdade, em 2005, começou a receber convites de
emprego que continuam até hoje. “As universidades formam poucos
profissionais e mesmo estes ainda não estão aptos a assumir
determinados cargos”, afirma. Graduado em Ciências da Computação pela
Universidade de São Carlos, Quirino mexe com programação desde os 10
anos, quando suas empreitadas eram apenas um hobby. “As perspectivas de
carreira são muito boas e interessantes, da mesma forma que os salários
estão competitivos”, diz.
De acordo com o gerente de RH da CPM Braxis, Alexandre Ullmann, das
385 vagas que a companhia possui em aberto, boa parte é para
desenvolvedores ou programadores Java. “Buscamos trazer gente júnior e
treiná-los para entender nossa cultura”, afirma. Essa estratégia visa
preparar os profissionais a ocupar cargos seniores da prestadora de
serviços de tecnologia. Mesmo assim, a empresa ainda encontra
dificuldades pela escassez de força de trabalho disponível e pela falta
de inglês fluentes da maioria dos profissionais.
Fonte: Computer World